Itaú de Minas, 21 de fevereiro de 2018 Ajuda | Dúvidas Frequentes | Mapa do Site | Fale Conosco | Pesquisa:

Prefeitos Mineiros discutem situação financeira em Belo Horizonte

Mais de 300 prefeitos de cidades mineiras se reuniram em Belo Horizonte para discutirem a situação financeira dos municípios, muitos dizem esta a beira de um colapso no atendimento e na infraestrutura e não sabem como vão pagar o 13º salário.

O evento organizado pela AMM estava lotado, prefeitos de todo canto do estado tinham a mesma reclamação, orçamento.

Nego Sampaio, prefeito de Poté e Denilson Teixeira prefeito e Arcos falaram dos cortes realizados no orçamento como pessoal, pão dos setores, combustível, horas extras, etc. Um dos motivos do aperto segundo a Associação Mineira de Municípios (AMM) é a dívida do Governo do Estado com as prefeituras que já chega a 3 bilhões de reais, só os atrasos do repasse para a Saúde Pública somam 2 bilhões de reais. De acordo com os prefeitos, o dinheiro do Transporte Escolar também não chega há 5 meses.

Adhemar Marcos Filho, prefeito de Itinga falou da dificuldade em honrar os compromissos com os fornecedores, “A gente vai falando com as pessoas, os fornecedores para segurarem porque não tem dinheiro, ninguém sabe fazer dinheiro”, comentou.

A reunião foi para pedir para os deputados federais e estaduais que pressionem o governo para garantir mais recursos aos cofres municipais, os prefeitos querem, por exemplo, que o presidente da república Michel Temer (PMDB) edite uma Medida Provisória que libere de forma emergencial 4 bilhões de reais para as prefeituras de todo o país.

Segundo o presidente da AMM Julvan Lacerda, o movimento serviu para pressionar os parlamentares para intervir em favor dos municípios, “Esse movimento aqui é mais especificamente para poder articular com a bancada federal uma intervenção junto ao governo federal e junto ao congresso também, que é a função deles, para poder alterar legislações que vão nos facilitar no cumprimento de nossos deveres”, pontuou Julvan.

Outra preocupação dos prefeitos é o pagamento do 13º salário dos servidores, por lei, a primeira parcela deve ser paga neste mês, mas a Associação dos Municípios calcula que 70% das cidades não vão ter dinheiro para cumprir esse compromisso.

A secretaria de estado da Fazenda informou que em relação ao ICMS repassou ontem, 06/11, um total de 378 milhões de reais aos municípios, outros 55 milhões foram repassados na semana passada, com isso o Estado diz que ficou em dia com as prefeituras. Sobre o Transporte Escolar a secretaria afirma que foram liberados também ontem (06/11), 64 milhões de reais e outras 4 parcelas serão pagas assim que possível.

Para Ronilton Gomes Cintra, prefeito de Itaú de Minas o momento é de extrema preocupação e cautela, “Devemos tomar algumas medidas para que diminuam nossos custos e nos permitam honrar com nossos compromissos. Atravessamos neste ano a pior crise vivida nas últimas décadas, não só pela prefeitura de Itaú de Minas, mas como vimos, em todo estado de Minas Gerais e no país e cremos que conseguiremos passar por ela e teremos dias melhores pela frente”, disse o chefe do executivo itauense.

Para Tacilinho o momento é de preocupação, bem como de muita compreensão por parte da população, “A população está vendo todos os dias nos noticiários que não se trata de um problema somente de Itaú de Minas, a crise é geral e contamos com a compreensão de todos para que possamos enfrentá-la de mãos dadas como estamos fazendo desde o dia 1º de Janeiro quando assumimos uma prefeitura num período de crise e completamente endividada por conta da administração passada”, finalizou o vice.

Ronilton ainda lembrou que a primeira parcela do 13º dos servidores de Itaú de Minas já foi paga no meio do ano mesmo com a crise assolando as contas públicas.

com informações de G1 MG